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Estratégias de marketing pessoal para carreiras duradouras

Um dos assuntos do momento é o futuro do trabalho. Tema de diversas pesquisas e debates, é compreensível que o avanço da automação de funções tome a nossa atenção. Afinal, muitas carreiras serão modificadas, extinguidas ou impulsionadas com o avanço das novas tecnologias. Independente do que você faz, torna-se cada vez mais imperativo por em prática estratégias de marketing pessoal.

E se antes, as habilidades profissionais eram o grande foco, fica um aviso: agora, é preciso ressaltar a pessoa que você é.

Sua imagem pública é um processo de autoconhecimento

Confesso que só me dei conta do fator humano, da empatia das pessoas comigo, depois dos 28 anos. Foi um período de muitas mudanças em minha vida. Mas uma especial fez a diferença: eu iniciava minha carreira solo. Sem vínculos empregatícios e sem salário caindo na conta todo mês, alguns horizontes se abriram em minha mente. Por outro lado, outras pontes foram queimadas. Muita das vezes, à força mesmo.

Intuitivamente, fui desenvolvendo minha imagem pública através daquilo que eu buscava há tempos: escrever. Já tinha tentado antes. Porém, com 20 e poucos anos, é difícil se debruçar sobre temas razoavelmente complexos, com opiniões e posicionamentos que você não se arrependerá de ler 10 anos mais tarde.

Qual estratégia usei?

O ano era 2014. Na época, as newsletters (emails direcionados) ainda eram eficazes. As pessoas abriam seus emails e os liam. O que fiz foi escrever semanalmente sobre assuntos que me intrigavam, que não necessariamente tinham a ver com os acontecimentos do momento. Usei os contatos que tinha, com pessoas que eu me relacionava fisicamente e virtualmente. Ao longo do tempo, fui tendo retornos importantes. E sempre aberto à melhorar, as contribuições e discussões privadas e em redes sociais só cresciam.

Divulgar suas ideias serve para um objetivo: fazer com que as pessoas lhe conheçam. Isso facilitará muito ao puxar assunto e trocar ideias no futuro. Você não precisará começar uma conversa de elevador, falando do tempo ou de qualquer outra coisa desimportante. As falas já começam interessantes desde o início.

Aos poucos fui aliando as redes sociais aos posts. Esse exercício me levou a um autoconhecimento peculiar. Tão importante quanto ter a ciência de nossas características, é saber seus próprios limites. E assim dá-se um passo relevante para algo difícil no início: o posicionamento.

Rumo à década de 30, criaria novas estratégias de marketing pessoal

Em tempos acelerados, onde as leituras profundas são cada vez mais difíceis, penso que investir num blog só serviria se o público que você deseja alcançar tivesse fortes características de leitores. Caso contrário, vídeos!

A retenção das informações audiovisuais são muito maiores que as escritas. Sem falar nos fatores empáticos de um humano olhando para o outro. Arrisque!

Há idade ideal para começar?

Não há. E um exemplo disso são os artistas mais jovens. Especialmente aqueles que trabalham para o público popular. Há diversos exemplos de problemas e soluções de posicionamento para pessoas das mais variadas idades.

Esse post é voltado aos profissionais adultos. E nesse caso, penso que, quando se quer montar a barraca na feira, tem que ter peixe para vender. Em outras palavras: é preciso se preparar, ler, estudar, para ter o que compartilhar.

Vejo que até os 25 anos, ainda estamos formando os pilares do nosso pensamento. Por isso é tão difícil criar estratégias de marketing pessoal longevas se forem construídas antes desse período. É natural que na vida haja transformações.

Ainda sim, se você que está lendo tem idade menor que essa mas deseja começar, uma dica: exponha uma imagem reflexiva e aberta, com menos posições radicais. Assim você ficará mais livre para mudar de opinião, sem passar por um desgaste, tendo que se prender a uma personagem que, talvez num futuro próximo, já nem faça mais sentido pra você.

Estratégias de marketing pessoal não são autoelogios gratuitos

Independente do tamanho do seu ego, da sua autoestima, fique atento aos autoelogios gratuitos. Num país como o nosso, onde a palavra humildade é muito valorizada, se autoproclamar o mais capaz sobre as próprias habilidades com frequência é um passo duvidoso.

Você pode exibir o que sabe com boas análises e novas visões. Mas só falar de si ou de suas conquistas vai deixar as pessoas mais enjoadas que interessadas.

É como as selfies, os autorretratos, publicados repetidamente nas redes sociais. Sejamos francos, ninguém quer ficar nos vendo todos os dias. A não ser que sejamos celebridades que vivem de exibir sua própria beleza. E, mesmo assim, até essas pessoas precisam desenvolver táticas para que suas imagens não caiam num profundo desgaste.

Por isso, se você curte se exibir de forma pouco criativa, fica o aviso: policie-se!

Passos para criar suas estratégias de marketing pessoal

1. Escolha seu nome

Ter um nome profissional é o primeiro passo nessa definição. Selecione o nome que você se sente bem. Afinal, será chamada/o por ele durante um bom tempo.

Segundo ponto, agora mais técnico, é ver se esse nome é sonoro. Aliterações e rimas são bons sinais. Se você tiver um nome muito complicado, é bom se preparar para dificuldades eventuais na hora das outras pessoas o pronunciarem ou o buscarem no Google.

2. Deixe a vergonha em casa

Entendo bem esse processo de exposição. Muitas pessoas são tímidas a ponto de esconderem seus próprios trabalhos. Entretanto, se você não exibir seu conteúdo, de uma coisa eu tenho certeza: ninguém o exibirá por você.

Se a sua necessidade de aprovação e o medo da reprovação forem maiores que a vontade de crescer profissionalmente, é porque você é rico. 🙂

3. Crie seu site

A partir do nome profissional escolhido para te representar, fique à vontade para registrar o domínio de sua “marca pessoal” no Registro.br, para domínios brasileiros, ou no GoDaddy, para domínios de abrangência internacional.

Pessoalmente, prefiro domínios .com.br. Não vejo nenhuma diferença entre escolher um ou outro domínio. Fique à vontade.

4. Defina as redes para usar nas estratégias de marketing pessoal

Assim que você definir seu nome profissional, é interessante rodar as principais redes sociais do momento para ver se os @nomesobrenome estão disponíveis. Depois de criar suas respectivas contas e registrá-las, é o momento de escolher a quem se dedicar.

Penso que é melhor ter engajamento em uma rede específica do que atirar para todos os lados. É provável seu segmento ou nicho use uma determinada ferramenta com mais frequência. Não reinvente a roda. Se as pessoas estão lá na Rede Social X, vá para lá.

A rede social formará um tripé com mais 2 outros pilares: seu site  seu contato pessoal, seja email ou whatsapp.

5. Conteúdo

Crie as “verticais” de assuntos abordados pela sua marca pessoal. Veja se elas estão de acordo com o que você imaginou. E não se preocupe em acertar sempre, porque só crescemos com os erros.

Faça uma agenda de publicações, veja os meses que tem maior ou menor engajamento, dependendo do assunto. Neste post, comento sobre horários de postagens, vale a pena dar uma olhada.

Sei que é difícil, mas tente criar conteúdo “de gaveta”. Sabe aquele post, vídeo, imagem, que você poderá soltar quando não tiver nenhum assunto? Então, é ele mesmo.

E por fim, comece. Comece o quanto antes, porque o relógio não parou enquanto você estava lendo. Até mais!

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